Sobre o Deus ODIN

Sabedoria, uma questão de Necessidade ou Prioridade?
Aos olhos do Deus Nórdico Odin fundamentalmente uma questão sem discussão. Para obter a plena e total sabedoria, deve dispor de um olho, requisição feita pelo guardião do lago onde há a água da sabedoria – basta um gole e Odin terá toda a sapiência do universo. Ele nem pondera então, decide. Saca um facão, arranca o olho esquerdo e entrega-o em favor de gotas universalmente sábias. 
E você, trocaria seu olho em prol do mesmo? Um pé talvez, ou a mão esquerda? Um rim, o fígado? O que amputaria nessa excêntrica troca?
A lenda nos instiga, pois sugere o câmbio de uma parte física, corporal, por algo abstrato, um conceito. Porém ambos nos importam, na verdade são vitais, e é aí que o dilema reside: como abdicar de um em detrimento do outro? Bom mesmo seria ficarmos com os dois, não!? Mas a vida-como-ela-não-é, perfeita, não deixa, e diz: “a existência é feita de escolhas”, pura negociata. Para alguns, entre o ver e o saber, a questão é de prioridade. Para outros, nem como questão se apresenta; rezam que a sabedoria vem com o tempo, que a própria vida ensina, conhecimento se adquire. Mesmo assim, o mito nos contesta: “Odin passou a ver MAIS LONGE E COM MAIS CLAREZA”, ainda que SOMENTE COM UM OLHO, o que sugere uma louvável troca; afinal de contas, temos dois olhos… 
Não seria portanto óbvio esse escambo? 
A Ficção da Mitologia Nórdica não se mostra assim tão disfarçada; e provoca uma REAL reflexão sobre a forma como desejamos viver: enxergando pouco ou deveras, alternativas que requererão, assim como outrora, e hoje mais ainda, ponderações sensatas .
Boa sorte, escolha bem, e venha ler comigo.

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